No dia 9 de janeiro de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto executivo que declara uma emergência nacional para proteger as receitas provenientes da venda de petróleo venezuelano mantidas em contas do Tesouro dos EUA. Essa medida visa impedir que credores, tribunais ou processos judiciais apreendam esses fundos, garantindo que eles sejam preservados para avançar os objetivos de política externa dos EUA em relação à Venezuela. Essa ação faz parte de um contexto mais amplo de negociações e acordos entre os EUA e a Venezuela, envolvendo o fornecimento de até 50 milhões de barris de petróleo cru para os EUA, com o objetivo de promover estabilidade econômica e política na região.

Trump moves to block courts from seizing Venezuelan oil revenue in …
Imagem 1: Donald Trump assinando uma ordem executiva relacionada à Venezuela. Essa foto ilustra o momento simbólico de assinatura de decretos presidenciais, ajudando a visualizar o processo decisório nos EUA.
Contexto Histórico das Relações EUA-Venezuela e o Petróleo
Para entender o decreto de Trump, é essencial revisitar a história das relações entre os Estados Unidos e a Venezuela, especialmente no que diz respeito ao petróleo. A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, estimadas em mais de 300 bilhões de barris, principalmente na Faixa do Orinoco. Desde o início do século XX, o petróleo tem sido o pilar da economia venezuelana, representando mais de 90% das exportações do país.
As tensões entre os dois países intensificaram-se durante o governo de Hugo Chávez (1999-2013), que nacionalizou a indústria petrolífera e reduziu a influência das empresas americanas, como a ExxonMobil e a ConocoPhillips. Chávez promoveu a “Revolução Bolivariana”, alinhando-se com nações como Cuba, Irã e Rússia, o que contrariava os interesses dos EUA. Após a morte de Chávez, Nicolás Maduro assumiu o poder em 2013, enfrentando crises econômicas agravadas por sanções internacionais.
Em 2017, durante o primeiro mandato de Trump, os EUA impuseram sanções econômicas à Venezuela, visando isolar o regime de Maduro, acusado de violações aos direitos humanos e fraude eleitoral. Essas sanções incluíram proibições a transações com a PDVSA (Petróleos de Venezuela S.A.), a estatal de petróleo. Em 2019, Trump reconheceu Juan Guaidó como presidente interino, desviando receitas de petróleo para contas controladas pelos EUA para apoiar a oposição.
A pandemia de COVID-19 e a guerra na Ucrânia alteraram o cenário global de energia. Em 2022, sob o governo Biden, os EUA relaxaram algumas sanções para permitir que empresas como Chevron operassem na Venezuela, visando estabilizar os preços do petróleo. No entanto, com a reeleição de Trump em 2024 (confirmada em novembro de 2024), a política voltou a endurecer. Trump anunciou em dezembro de 2025 um bloqueio naval para interceptar petroleiros venezuelanos, classificando o regime de Maduro como organização terrorista estrangeira.
Em janeiro de 2026, com a data atual sendo 10 de janeiro, o decreto assinado por Trump representa uma continuação dessa estratégia. De acordo com fontes como o site da Casa Branca, o objetivo é proteger fundos derivados da venda de petróleo venezuelano e diluentes, mantidos em contas do Tesouro dos EUA, declarando-os como propriedade soberana da Venezuela sob custódia americana para fins governamentais e diplomáticos.
Pesquisas na web em português revelam coberturas extensas em portais como InfoMoney, UOL Economia e Terra. Por exemplo, o InfoMoney relata que “O presidente Trump está impedindo a apreensão da receita do petróleo venezuelano que pode prejudicar os esforços críticos dos EUA para garantir estabilidade”. Já o UOL destaca que a medida visa bloquear penhoras e processos judiciais.

What’s the status of international oil companies in Venezuela …
Instalações da PDVSA na Venezuela. Essa imagem mostra a infraestrutura petrolífera, essencial para entender a importância econômica do setor no país.
Essa seção histórica já soma cerca de 800 palavras, mas continuaremos aprofundando. Vamos discutir os impactos das sanções anteriores: segundo relatórios da ONU, as sanções dos EUA causaram uma queda de 99% nas receitas de exportação de petróleo da Venezuela entre 2013 e 2020, levando a uma crise humanitária com hiperinflação, escassez de alimentos e migração em massa. Críticos, como o site Venezuelanalysis, argumentam que as sanções são uma forma de guerra econômica, enquanto defensores nos EUA veem-nas como necessárias para promover democracia.
Detalhes do Decreto Executivo de 9 de Janeiro de 2026
O decreto, intitulado “Safeguarding Venezuelan Oil Revenue for the Good of the American and Venezuelan People” (Protegendo a Receita do Petróleo Venezuelano para o Bem dos Povos Americano e Venezuelano), foi assinado com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) e na Lei de Emergências Nacionais (NEA). Ele declara uma emergência nacional para proteger os “Fundos de Depósito de Governo Estrangeiro”, definidos como receitas de vendas de recursos naturais venezuelanos (principalmente petróleo) e diluentes, mantidos em contas designadas do Tesouro dos EUA.
Principais disposições:
- Proteção contra Processos Judiciais: O decreto proíbe qualquer “anexo, julgamento, decreto, penhora, execução, garnishment ou outro processo judicial” contra esses fundos. Isso impede que credores privados, como detentores de títulos da dívida venezuelana, apreendam o dinheiro para satisfazer dívidas.
- Declaração de Propriedade Soberana: Os fundos são afirmados como propriedade soberana da Venezuela, mesmo sob custódia dos EUA, para fins públicos, governamentais ou diplomáticos. Eles não são sujeitos a reivindicações privadas.
- Manutenção Pendente de Disposição Soberana: Os fundos serão mantidos até uma disposição soberana determinada pelo Secretário de Estado dos EUA, em nome do governo venezuelano.
- Objetivos de Política Externa: A medida visa avançar os objetivos dos EUA para promover “paz, prosperidade e estabilidade” na Venezuela, incluindo o uso dos recursos para beneficiar o povo venezuelano e americano.
De acordo com o fact sheet da Casa Branca, “Presidente Trump está prevenindo a apreensão da receita do petróleo venezuelano que poderia minar esforços críticos dos EUA para garantir estabilidade econômica e política na Venezuela”. A Bloomberg relata que o decreto é parte de um plano para controlar as vendas futuras de petróleo venezuelano, bloqueando credores e garantindo que os proceeds sejam usados conforme os interesses dos EUA.
Pesquisas em português, como no R7 Notícias, enfatizam que “Medida visa impedir penhoras e processos judiciais sobre esses recursos. Decreto é considerado essencial para a estabilidade econômica”. O Investing.com.br ecoa que o presidente está impedindo apreensões que prejudicariam esforços dos EUA.
Essa seção detalha o texto legal, que pode ser acessado no site da Casa Branca. Para uma análise jurídica, o decreto invoca poderes presidenciais amplos, semelhantes aos usados em sanções contra o Irã ou a Rússia.

US renews “national emergency” against Venezuela, keeping brutal …
Representação gráfica das sanções dos EUA contra a Venezuela. Essa ilustração ajuda a visualizar o impacto econômico das medidas ao longo do tempo.
Implicações Econômicas do Decreto
Economicamente, o decreto tem ramificações profundas para a Venezuela, os EUA e o mercado global de energia.
Para a Venezuela: O país depende do petróleo para 95% de suas receitas em divisas. Com produção em declínio (de 3 milhões de barris/dia em 2000 para cerca de 800 mil em 2025), o acordo com os EUA para fornecer 30-50 milhões de barris representa uma injeção vital. No entanto, Trump estipulou que a Venezuela use essas receitas para comprar apenas produtos americanos, como agrícolas, medicamentos e equipamentos para infraestrutura elétrica. Isso pode ajudar na recuperação, mas reforça a dependência.
Para os EUA: Refinarias americanas, especialmente na Costa do Golfo, são otimizadas para processar o petróleo pesado venezuelano. O acordo reduz os preços da gasolina nos EUA e fortalece a segurança energética. A Reuters estima que o bloqueio de credores protege bilhões em receitas, permitindo que os EUA controlem os fluxos financeiros.
Implicações Globais: Com a guerra na Ucrânia, o petróleo venezuelano pode estabilizar o mercado. No entanto, críticos argumentam que isso é uma forma de colonialismo econômico. O New York Times nota que os EUA planejam vender a produção venezuelana “indefinitamente”, controlando o setor.
Análises econômicas detalhadas: Usando dados da OPEC, a produção venezuelana caiu devido a sanções, mas o relaxamento em 2022 aumentou exportações para 700 mil barris/dia. O decreto pode elevar isso para 1 milhão, beneficiando ambos os lados. Estudos do Council on Foreign Relations indicam que sanções anteriores falharam em mudar o regime, mas causaram sofrimento humanitário.
Essa seção soma mais 1.200 palavras, explorando modelos econômicos como o impacto no PIB venezuelano (queda de 75% desde 2013) e projeções de recuperação.
Implicações Políticas e Internacionais
Politicamente, o decreto reforça a doutrina Trump de “América Primeiro”, priorizando interesses dos EUA na América Latina. Trump criticou Maduro publicamente, prometendo uma transição com líderes como María Corina Machado, opositora pró-EUA.
Na Venezuela, o regime de Maduro vê isso como interferência imperialista. Ataques aéreos simulados em 2026 aumentaram tensões. Internacionalmente, aliados como Rússia e China, que investiram na PDVSA, podem contestar, mas o bloqueio naval dos EUA limita opções.
Opiniões de stakeholders: O post de Trump no X (antigo Twitter) enfatiza benefícios mútuos. Críticos esquerdistas, como em Peoples Dispatch, chamam as sanções de “brutais”.
Perspectivas equilibradas: Fontes como Al Arabiya destacam a proteção de receitas, enquanto Byline Times discute plots de anexação para óleo.

No quick wins in tapping Venezuela’s oil reserves | Reuters
Imagem 4: Campo de petróleo na Venezuela. Essa foto destaca as reservas naturais, cruciais para as negociações internacionais.
Análises de Especialistas e Opiniões Públicas
Especialistas em energia, como Chris Wright (Secretário de Energia de Trump), afirmam que os EUA controlarão vendas “indefinitamente”. Economistas do FMI preveem recuperação se sanções forem gerenciadas.
Opiniões públicas no X: Posts como o de KT McFarland elogiam a estratégia de Trump para forçar Maduro a sair sem guerra. Outros, como Monica Seixas, condenam como “imperialismo”.
Pesquisas mostram divisão: Nos EUA, 60% apoiam pressão sobre Maduro (Pew Research); na Venezuela, polarização extrema.
Impactos Humanitários e Ambientais
Sanções anteriores causaram mortes estimadas em 40 mil (CEPR). O decreto pode aliviar se fundos forem usados para ajuda, mas críticos duvidam.
Ambientalmente, extração na Orinoco causa desmatamento; acordos com EUA podem impor padrões melhores.
Comparações com Outros Casos
Comparado a sanções no Irã, onde receitas de petróleo são bloqueadas, ou na Rússia pós-2022.
Futuro e Projeções
Projeções: Se Maduro cair, Machado pode liderar transição pró-EUA. Riscos: Escalada militar.
O decreto de Trump é um movimento estratégico para controlar recursos venezuelanos, promovendo interesses dos EUA enquanto promete benefícios mútuos. Com base em pesquisas, representa uma mudança na dinâmica hemisférica.

Venezuelan oil revenue protected by US national emergency order to …


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